quinta-feira, 21 de maio de 2009

Panteão Nacional


[Nunes Garcia]

Localizado em São Vicente de Fora, o complexo da igreja de Santa Engrácia, edificado entre os séculos XVII e XX - a demora na edificação está na origem, aliás, da expressão "obras de Santa Engrácia" -, alberga os túmulos de várias personalidades da História de Portugal, por ter sido elevado à categoria de Panteão Nacional em 1916.
O exterior é marcado pela ondulação dos alçados, com curvas e contracurvas e alternância (triangular/circular) de frontões que representam uma inovadora e criativa utilização das formas clássicas, o que acentua o dinamismo exterior da massa arquitectónica.
O barroco do portal decorre essencialmente dos elementos esculturais que o ornamentam. Os elementos arquitectónicos testemunham o barroco italiano. Decoram o edifício colunas de ordem dórica, jónica e compósita. O entablamento é neoclássico.
Amplitude de espaço arquitectónico valorizada por efeitos contrastantes de claro/escuro barroco. Grande harmonia entre a policromia do mármore e a cor alva da parede. Sumptuosidade do estilo joanino na talha dourada do órgão.
Encontram-se aqui os túmulos dos presidentes da República Teófilo Braga, Sidónio Pais e Óscar Carmona, dos escritores João de Deus, Almeida Garrett e Guerra Junqueiro, da fadista Amália Rodrigues e os monumentos evocativos de Luís de Camões, Pedro Álvares Cabral, Afonso de Albuquerque, Nuno Álvares Pereira, Vasco da Gama e do infante D. Henrique.


Sofia João






Avenida de Ceuta

[Fotógrafo não identificado]

Anteriormente, designava-se por Avenida da Conquista de Ceuta.
Foi sugerido que se dê o nome "Brasilia" a uma rua da capital.
Brasília: capital do Brasil desde 1960, altura em que substituiu o Rio de Janeiro devido à grande concentração urbana que ali se fazia sentir. A cidade foi construída praticamente de raiz.
A sua estrutura urbanística foi concebida pelos arquitectos Oscar Niemeyer e Lúcio Costa.

Sofia João


Palácio Belmonte

[Branco, António Castelo]

Considerado um monumento histórico, sendo o mais antigo palácio da cidade de Lisboa.

Luxo e conforto é algo que não falta no Palácio Belmonte.

Recentemente, o Palácio tem à disposição 11 suites luxuosas ao estilo contemporâneo, uma biblioteca, jardim com piscina exterior, capela, assim como um terraço com miradouro para o Tejo e Lisboa antiga.

Encontra-se situado na zona histórica da cidade de Lisboa junto ao Castelo de São Jorge.


Sofia João

Avenida Marechal Gomes da Costa

[Goulart, Artur]

Era a segunda circular, um troço vulgarmente conhecido por Avenida do Cabo Ruivo, que, partindo da Praça do Aeroporto, cruza a Avenida Infante Dom Henrique e se dirige para Nascente.

Sofia João


Forte de Alto do Duque

A sua construção deu-se entre 1875 3 1890, em terrenos que faziam parte da Quinta do Duque do Cadaval.

Integrava a linha de fortificações do Campo Entricheirado de Lisboa que defendia a barra do Rio Tejo na altura de Monsanto, juntamente com o Forte do Bom Sucesso.
No séc XX, serviu de base a um destacamento militar com o seu nome, criado em 1932. Entrou em combate em 1936, respondendo o fogo da artilharia dos navios portugueses que se revoltaram e tentaram sair do Tejo para apoiar as forças republicanas espanholas, durante a Guerra Civil de Espanha.

A seguir à Revolução dos Cravos serviu de quartel-general ao Copcon - Comando Operacional do Continente. Na década de 1990, instalou-se aí, durante algum tempo, o quartel-general do Comando Operacional das Forças Terrestes.


Sofia João


Avenida da República

[Benoliel, Joshua]

Avenida da República é uma das principais avenidas de Lisboa, orientada no sentido norte-sul e que constitui o eixo nevrálgico das Avenidas Novas.
Denominada Avenida Ressano Garcia até à implantação da República, esta artéria vai desde a Praça Duque de Saldanha à Praça de Entrecampos, sendo que nela se encontram vários edifícios importntes, principalmente sedes ou delegações de grandes empresas e algum comércio. O número de residentes é pouco significativo.
Actualmente a circulação nesta avenida está condicionada, devido às obras do Metro. Estas obras vão permitir que a estação de Saldanha tenha acesso à Linha vermelha.
Possui cruzamentos com a Avenida Fontes Pereira de Melo, a Avenida de Berna, Avenida Miguel Bombarda, entre outras.

Sofia João


Quinta dos Azulejos

[Portugal, Eduardo]

É um exemplo único de jardim típico do século XVIII, que não sofreu muitas alterações.
O seu valor advém não só do requintado tratamento decorativo, mas também da sua concepção arquitectónica. Cercado de altos muros, totalmente revestidos com azulejos, os jardins fecham-se entre si, sem qualquer contacto com o exterior. Tal como no Palácio Fronteira, encontramos uma estrutura espacial, onde se valoriza o passeio, que, com as suas colunas sugerem a transposição para um espaço interior irreal, tendo a cada topo um conjunto de fonte e arcada, que dá acesso a outro passeio que corre ao longo dos muros que o envolve. Estruturada segundo 3 grandes passeios ao longo dos muros e decorados com azulejos, bancos e alegretes. O azulejo surge aqui como uma fina película de brilhos que reveste todo o espaço envolvente, desdobrando-se em barras, molduras, colunas, vasos, capitéis, medalhões e painéis. A vegetação mistura-se harmoniosamente com o espaço envolvente, todo ele decorado de azulejos.

Sofia João

Casa Malhoa.

[Paulo Guedes, post. 1905]




Actual Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves.
Foi mandada construir pelo pintor José Malhoa, segundo projecto do arquitecto Norte Júnior, datado de 1904-05. Funcionava como casa de habitação e atelier de trabalho do pintor.
Foi prémio Valmor em 1905.


Sara Domingos.

Cerca Moura.

Muralha primitiva.
[André Salgado, 1945]

Torre do Chafariz d'El Rei.
[André Salgado, 1945]

Muralha e cubelo da rua da Judiaria.
[André Salgado, 1945]
Torre de Alfama ou de São Pedro.
[André Salgado, 1945]

Vestígios da mais antiga muralha de Lisboa. Terá sido construída pelos mouros, aquando da sua ocupação do território, provavelmente entre inícios do século X e 1147, ano em que as forças de D. Afonso Henriques lhes tomam a cidade.

Incluía, no seu interior, a Alcáçova e a Medina Mouriscas. Foi construída num período de incremento urbano e comercial da cidade, que, com as anteriores invasões bárbara, entrou em declínio. O ponto de viragem dá-se em 719, com a conquista do território pelos muçulmanos.

Acredita-se que os mouros tenham aproveitado, inclusivamente, uma construção mais antiga, ainda do período de ocupação romana.

Actualmente encontram-se visíveis alguns troços desta vasta muralha e também de algumas torres, que se estenderia a partir da linha meridional do Castelo de São Jorge até perto da actual Igreja de Santo António da Sé, descendo em linha recta até ao Rio Tejo. Muito da muralha foi adaptada posteriormente em habitações, na posterior cerca fernandina, ruiu ou foi mesmo destruído, restando hoje em dia trechos como este, de grande importância patrimonial.

Fonte: Guia da Cidade

Sara Domingos.

Estação do Rossio.

[Armando Serôdio, 1963]

Estação do Rossio e Hotel Avenida Palace.

Situada entre a Praça do Rossio e a Praça dos Restaurados, esta estação é uma emblemática obra neo-manuelina, construída 1886/7, desenhada pelo arquitecto José Luís Monteiro, destinada a ligar a cidade à Linha de Sintra.

Recentemente renovada, a Estação surpreende pela sua fachada de oito portas que combinam com as nove janelas e com o relógio situado no topo central, profusamente decorado. Salta hoje à vista a sua cor original branca no exterior, coberta durante longos anos pelo cinzento da poluição que já a caracterizava.

Obra arquitectónica arrojada para altura, uma vez que se optou incluir numa pública estação de caminho-de-ferro um estilo arquitectónico e uma corrente estética normalmente até aí utilizadas a edifícios reais, nobres ou de algum modo conotados com o poder.

Fonte: Guia da Cidade


Sara Domingos.

Igreja de Nossa Senhora da Conceição Velha.

[entre 1898 e 1908]

A Igreja de Nossa Senhora da Conceição Velha situa-se na Rua da Alfandega, nas proximidades da Praça do Comércio.


O edifício actual procede da anterior Igreja da Conceição dos Freires - que tinha origens na antiga sinagoga cristianizada, aquando a extinção da judiaria, em 1496, e que foi destruída no grande terramoto de 1755.


Os poucos bens que sobreviveram ao abalo são transferidos e integrados na Igreja da Misericórdia, que fica então com a designação de “Conceição Velha” - a denominação de Misericórdia passa para o templo de São Roque, assim rebaptizado.


Este edifício do século XVIII recebeu então muitos elementos do período Manuelino, como é visível na fachada profusamente decorada ao estilo Barroco, contudo albergando um largo número de elementos decorativos típicos do século XVI. O grande destaque da Igreja vai para o seu Portal Manuelino, representando Nossa Senhora da Misericórdia, parte integrante da anterior Igreja da Misericórdia, também destruída pelo terramoto. No portal estão esculpidos a Imagem de Nossa Senhora da Misericórdia, figurando também o rei D. Manuel I, a Rainha D. Leonor e o Papa Leão X. Outra das riquezas da Igreja é a imagem de Nossa Senhora do Restelo, ofertado pelo Infante D. Henrique aos freires à Capela de Belém, onde oravam os navegadores antes de partirem nas suas conquistas Marítimas, por altura dos Descobrimentos Portugueses.


Fonte: Guia da Cidade


Sara Domingos.

Igreja de São Cristóvão.

[entre 1898 e 1908]

A Igreja de São Cristóvão situa-se no topo das célebres Escadinhas de São Cristóvão, na área da Costa do Castelo.
A igreja primitiva data do século XIII, construída em honra a Santa Maria de Alcamim. Um incêndio, no século XVI, deixa-a muito destruída. Em 1610 é restaurada, ficando apenas pronta em 1672.


A sua fachada apresenta um estilo Maneirista, típico do século XVII, com um portal no centro, encimado por um nicho com a imagem de São Cristóvão. O interior do templo apresenta uma só nave, com tecto plano ao centro, estando paredes e tecto revestidos de painéis emoldurados com rica talha dourada.


Fonte: Guia da Cidade


Sara Domingos.

Igreja de São Paulo.

[Joshua Benoliel, início do século XX]

Situada no largo de São Paulo, foi reconstruída sobre um anterior igreja, que ficara grandemente destruída após o terramoto de 1755. As obras de reconstrução têm início em 1768, conforme o projecto de Remígio Francisco de Abreu – com uma orientação invertida relativamente ao templo antigo e segundo o traçado típico do Convento de Mafra.

A Igreja, de nave única de planta longitudinal, apresenta duas torres sineiras quadrangulares, capela-mor rectangular e oito capelas laterais. As pinturas do interior estão atribuídas a João Grossi e a Pedro Alexandrino de Carvalho, e as do tecto da nave a Jerónimo de Andrade.

A fachada ostenta a orgulhosa imagem da representação da “Conversão de São Paulo” e as imagens de São Paulo e São Pedro, estando o portal central ladeado por duas portas de verga recta e molduras recortadas.


Fonte: Guia da Cidade.

Sara Domingos.

Basílica da Estrela.

[194-]

Gravura publicada no jornal Ocidente, em 1886.

No dia do seu casamento, a princesa herdeira de D. José I, D. Maria Francisca, fez o voto de que, no caso de ter um filho varão, que veio a nascer em 1761, construiria um convento para as religiosas Carmelitas Descalças.

Em 1777, após a morte de D. José I, D. Maria I escolheu o local conhecido por Casal da Estrela, propriedade da Casa do Infantado. É chamado Mateus Vicente de Oliveira para a projectar, aprovando-se a planta em 1779. Em Março de 1785 Mateus Vicente morre e é substituído por Reinaldo Manuel que introduz algumas alterações ao projecto inicial - de uma igreja que primitivamente se previa sóbria e simples, resultou um edifício mais elaborado e ornamentado, semelhante ao Convento de Mafra. A sagração dá-se a 15 de Novembro de 1789.

Apresenta-se uma fachada em dois pisos de sete tramos e um corpo central saliente de três tramos, que dá acesso à basílica através de uma galilé. Para além da utilização da ordem jónica, Mateus Vicente, alternou entre as pilastras e as colunas para a divisão dos tramos e a cúpula é semelhante à que projectou para a Igreja da Memória, à Ajuda. A fachada está profusamente adornada com estatuária da escola de Machado de Castro, como se fez em Mafra, e promove a ideia de diálogo entre o edifício e a cidade. A Basílica da Estrela é o próprio panteão de D. Maria I, a única monarca da Dinastia de Bragança que não está sepultada no Mosteiro de São Vicente de Fora.


Fonte: RevelarLx
Sara Domingos.

Mosteiro dos Jerónimos.

[ Domingos Alvão, 1934]

O cortejo das comemorações do centenário de Alexandre Herculano.
[Joshua Benoliel, Abril de 1910]

Claustro.

É encomendado por D. Manuel I e entregue à Ordem de São Jerónimo, nele estabelecida até 1834. Assume-se como obra fulcral da arquitectura manuelina: nos elementos decorativos abundam símbolos da arte de navegar, esculturas de plantas e animais exóticos.
A sua construção tem início em 1502. De entre os arquitectos e construtores solicitados, contam-se Diogo Boitaca(plano inicial e parte da execução) e João de Castilho (abóbodas das naves e do transepto, pilares, porta sul, sacristia e fachada). No reinado de D. João III é acrescentado o coro alto.

Se sobrevive ao sismo que abalou Lisboa em 1755, é posteriormente danificado pela violência das invasões francesas, no início do século XIX.

Inclui, entre outros, os túmulos dos reis D. Manuel I e sua mulher, D. Maria, D. João III e sua mulher D. Catarina, D. Sebastião e D. Henrique e ainda os de Vasco da Gama, de Luís Vaz de Camões, de Alexandre Herculano e de Fernando Pessoa. (…)
Em 1850 é construída uma extensão, em que está hoje localizado o Museu de Arqueologia. O Museu da Marinha situa-se na ala oeste.

Fonte: Guia da Cidade
Sara Domingos.

Sé de Lisboa.

[Marques de Abreu, 194-]
Rua Augusto Rosa.
[entre 1898 e 1908]


D. Manuel II na Sé, depois da abertura das Cortes.
[Joshua Benoliel, 29 de Abril de 1908]



Entre 1147 (Reconquista) e os primeiros anos do sec. XIII, dá-se o primeiro impulso edificador deste monumento. É construído, ao que tudo indica, sobre a antiga mesquita muçulmana.

Durante a Idade Moderna, o edifico é alvo de diversos enriquecimentos arquitectónicos e decorativos, mas, no entanto, grande parte destas obras é eliminada em duas campanhas de restauro que decorreram na primeira metade do século XX – pretendia-se, com efeito, restituir a atmosfera medieval dos seus primórdios.

Na Capela de santo Ildefonso pode ver-se o sarcófago do século XIV de Lopo Fernandes Pacheco, companheiro de armas de D. Afonso IV, e da sua esposa Maria Vilalobos. O túmulo está esculpido com a figura barbuda do nobre, de espada na mão, e da esposa, com um livro de orações e os cães sentados a seus pés. Na capela adjacente estão os túmulos de D. Afonso IV e da esposa D. Beatriz. O claustro gótico a que se chega pela terceira capela da charola, tem duplos arcos elegantes com belos capitéis esculpidos. Uma das capelas ainda exibe um portão de ferro forjado do século XIII. (…)

Destacam-se, nos Claustros, os vestígios romanos.


À esquerda da entrada a capela franciscana contém a pia onde o santo foi baptizado em 1195, e está decorada com azulejos que representam Santo António a pregar aos peixes. Na capela adjacente existe um Presépio barroco feito de cortiça, madeira e terracota de Machado de Castro.

O tesouro encontra-se no topo da escadaria, à direita. Abriga uma variada colecção de pratas, trajes eclesiásticos, estatuária, manuscritos iluminados e relíquias associadas a São Vicente. (…)

É na Sé de Lisboa que se encontra a arca que contém os restos mortais desse santo. Diz a lenda que, ao serem transportados do Cabo de São Vicente para Lisboa, em 1173, dois corvos velaram ininterruptamente o barco que transportava as relíquias. Os corvos e o barco tornaram-se no símbolo da cidade de Lisboa. Diz-se, igualmente, que os descendentes desses mesmos corvos habitavam os claustros da Sé.

Fonte: Guia da Cidade


Sara Domingos.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Avenida Infante D. Henrique


[Benoliel, Judah]


É uma via pública que se situa entre a Praça do Comércio e a Praça de Moscavide (actual Praça José Queirós).
O nome actual foi atribuído pela Câmara Municipal de Lisboa à via pública projectada entre a Praça do Comércio e a Praça de Moscavide (actual Praça José Queirós). Conforme informação do Urbanismo da CML de 1953 o arruamento denominado Avenida Infante Dom Henrique foi conhecido por Avenida Marginal Oriental.

Em 1882 a Rua de São Tomé sofrera uma alteração toponímica passando a chamar-se Rua do Infante D. Henrique. A Comissão de Toponímia na sua reunião de 8/06/1948 aprovou a nomenclatura Avenida Infante Dom Henrique para o arruamento compreendido entre o Terreiro do Paço e a Praça de Moscavide, ao mesmo tempo que decidiu a rua então denominada Infante Dom Henrique, voltasse a ter o nome de Rua de São Tomé.


Sofia João

Palácio Foz

[Lima, Alberto Carlos]

Inicialmente, este palácio pertenceu aos marqueses de Castelo Melhor que o encomendaram ao arquitecto italiano Francisco Xavier Fabri.

Trata-se de um belo edifício, de linhas sóbrias, revelando o "novo gosto" italiano.

Em 1889, o palácio é adquirido pelo marquês da Foz, que transformou os seus interiores no que de mais sumptuoso se conhecia em Lisboa, recebendo trabalhos de José Malhoa e Columbano. Nesta altura dispunha de uma pequena ermida. Com o correr dos anos o Palácio foi perdendo o seu recheio e a sua sumptuosidade.

Nos dias de hoje é ocupado pelo Instituto de Comunicação Social e por um posto de turismo.


Sofia João

Avenida da Índia


[Goulart, Artur]

Rua paralela com o caminho-de-ferro entre Lisboa e Cascais. Inicia-se na Avenida 24 de Julho e acaba na circunvalação de Algés.
Refira-se que pelo mesmo edital, na freguesia de Stª Mª de Belém, foram atribuídos outros topónimos referentes ao que então se considerava parte integrante do Império Português - Praça do Império, Praça de Goa, Praça de Damão, Praça de Dio, Rua Soldados da Índia -, a nomes de figuras ligadas à Expansão Portuguesa - Rua Damião de Góis, Rua Fernão Lopes de Castanheda, Avenida Dom Vasco da Gama, Rua Dom Cristovão da Gama, Rua Dom Jerónimo Osório, Rua Dom Lourenço de Almeida, Rua Tristão da Cunha, Rua Fernão Mendes Pinto, Rua Duarte Pacheco Pereira, Rua São Francisco Xavier, Praça Dom Manuel I- bem como três topónimos que oficializam a antiga toponímia do sítio, a saber, a Avenida do Restelo, a Rua de Alcolena e a Rua do Alto do Duque.


Sofia João

Estação de Cais do Sodré

[Portugal, Eduardo]

Desde sempre que é um local estratégico da cidade de Lisboa, uma vez que se situa mesmo em frente ao Rio Tejo.
Anteriormente designada por Ribeira da Naus, na época dos Descobrimentos era o local onde se situavam, tradicionalmente, os estaleiros de construção dos navios.
Ainda hoje esta estação é um local de grande agitação.

À saída da estação, terminal da linha de Cascais, podemos ver a Praça da Ribeira, uma mescla incomparável de cores, sons e odores. Esta zona é também muito característica pelos bares, nem sempre bem frequentados, mas típicos de uma zona que outrora recebia os marinheiros.

Sofia João



Avenida de Roma

[Fotógrafo não identificado]

Compreendida entre a Rotunda a norte da Avenida de António José de Almeida e Avenida Alferes Malheiro Actual Avenida do Brasil.
Presta homenagem à capital da Itália. A atribuição está inserida num contexto de Estado Novo, onde o nacionalismo era contrabalançado com uma ambicionada dimensão internacional. O cosmopolitismo formal, a ideia do mundo dentro de Lisboa, mais do que a modernidade das ideias e valores subjacente também a uma abertura para a Europa, está no âmago desta atribuição e de outras que se seguiram, nomeadamente, em 1948, Avenida de Madrid, Paris, Londres, entre outras.

Sofia João

Avenida General Roçadas




Esta avenida era anteriormente designada por “um troço do Caminho de Baixo da Penha”. Tem como objectivo homenagear José Augusto Alves Roçadas, «Herói das Campanhas de África/1865 - 1926», foi governador da Huíla (Angola) e em 1907 vingou o massacre de Cunene o que lhe valeu ser galardoado pelo rei D. Carlos com a Torre e Espada. Em 1908 foi promovido a tenente-coronel e em 1914 voltou ao sul de Angola para combater os alemães. Em 1918 foi graduado em general e comandou a 2ª divisão do CEP em França e depois, até 1923, governou os territórios da Companhia de Moçambique. Foi ainda condecorado com a Cruz de Guerra (1ª classe).

Rita Simão

Avenida Rio de Janeiro


[Goulart, Artur]



Este topónimo, juntamente com mais onze, faz parte de um Edital que tinha como objectivo inserir na toponímia de Lisboa algum cosmopolitismo, através da introdução de cidades e personalidades europeias e brasileiras.

Rita Simão

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Armazéns do Chiado.

[Armando Serôdio, 1968]


[Armando Serôdio, Março de 1965]


No local existiu desde 1279, uma antiga Casa chamada de Espírito Santo da Pedreira, irmandade de nobres e mercadores ricos de origem judaica, que promoviam a associação e a entreajuda financeira. Pedreira, porque no local se encontrava a grande rocha que caía sobre o vale a que hoje se chama Baixa, e por onde o rio não entrava. A casa, o hospital da irmandade e o respectivo espaço conventual situavam-se na confluência da que é hoje a Rua Garrett com a Rua Nova do Almada, e sofreram durante o século XVII várias obras de reconstrução.
Com o terramoto de 1755, o convento ficou em ruínas, pelo que a comunidade de religiosos foi transferida para o Convento das Necessidades até as obras ficarem concluídas. O que não veio a suceder, passando o edifício a ter outras utilizações, tais como o futuro Palácio Barcelinhos e os Grandes Armazéns do Chiado. Estes últimos, que nasceram em 1894, traziam um pouco de Paris a Lisboa e variedade nos produtos, desde a confecção e perfumaria, até à ourivesaria.
Com a divisa "Ganhar pouco, servindo bem o público", os Grandes Armazéns tornaram-se num local de sucesso e de referência para o comércio.Porém, o incêndio de 25 de Agosto de 1988 destruiu por completo o espaço, revelando as antigas dependências do Convento do Espírito Santo.


Fonte: RevelarLx
Sara Domingos.

Teatro Nacional D. Maria II

Comemorações do VIII Centenário da Tomada de Lisboa aos Mouros - O Cortejo Histórico, em frente ao Teatro.
[Judah Benoliel, 1947]



O espaço onde hoje se encontra o Teatro Nacional era, no século XV, ocupado pelo palácio dos Estaus. A partir de 1539, torna-se a sede e palácio da Inquisição, permanecendo como tal até os finais do século XVIII.
O edifício actual é neoclássico. Data de 1846. Da autoria de Fortunato Lodi.
Na fachada principal do teatro, destaca-se o pórtico com seis colunas jónicas. O frontão com tímpano é encimado por 3 figuras: Gil Vicente, Tália (deusa da comédia) e Melpomene (deusa da tragédia).
A inauguração do edifício (1846) integra-se nas festividades do aniversário da Rainha Dona Maria II. Tem lugar a peça Álvaro Gonçalves, o magriço e os doze de Inglaterra, um original de Jacinto Heliodoro de Faria Aguiar de Loureiro.
Após a implantação do regime republicano, o nome do teatro será temporariamente alterado para Teatro Nacional Almeida Garrett.
Em 1964, o interior é completamente destruído por um incêndio. Reabre ao público em 1978, com a apresentação do Auto da geração humana (atribuido a Gil Vicente) e, O Alfageme de Santarém, de Almeida Garrett.

Fonte: RevelarLx

Sara Domingos.

Chafariz da Boa-Hora.



Situa-se na Rua Nova do Calhariz, na freguesia da Ajuda.
Os frades agostinhos do convento da Boa Hora recebiam por ordem régia duas penas de água das minas da Sacota e da Torre do Relógio em terrenos das Quintas Reais. Sendo extintas, em 28 de Maio de 1834, as ordens religiosas masculinas, a Junta da Paróquia da Ajuda tentou aproveitar essa água para a construção de uma fonte pública, solicitando-a em petição à rainha D. Maria II.
Obtida a autorização régia, enfrentou-se o problema de o convento ter sido repartido entre o regimento de Infantaria n.º 17 e o arrendatário António Mota, que tinha em sua posse parte da antiga cerca, tendo por contrato cedido as águas às lavadeiras.
O chafariz acabou por ser construído, sendo inaugurado no dia de aniversário da rainha, em 4 de Abril de 1838. Contudo, o regimento de Infantaria abusava no consumo na altura das secas, ficando o chafariz sem água. Para obviar esta situação o arquitecto régio Possidónio da Silva propôs em 1850, que o dito regimento nas épocas de seca, permitisse ao público usar a antiga bica conventual.


Fonte: RevelarLx

Sara Domingos.

Elevador da Estrela.


[Joshua Benoliel, 1913]


Da autoria de Raoul Mesnier de Ponsard, é inaugurado a 15 Agosto de 1890. Percorre o troço entre o Largo do Camões e o Largo da Estrela.


O engenheiro Mesnier du Ponsard ganhou a concessão do troço do Camões – Estrela – Rua São João dos Bencasados em 1882, mas acabou por passá-la para a Companhia dos Elevadores. Em 14 de Agosto de 1890 entrou em funcionamento a linha do Camões à Estrela, a cargo da Nova Companhia dos Ascensores Mecânicos de Lisboa, a mesma mas com novo nome desde 23 de Outubro de 1884.

Este elevador fora projectado com um troço mais longo, mas nunca foi completado, tendo funcionado somente entre o Camões e a Estrela até 1913. Chamado popularmente maximbombo, acabou por ser substituído pelo carro eléctrico. (…)

Fonte: RevelarLx


Sara Domingos.

Liceu Camões.

[Arnaldo Madureira, c.1960]

[Arnaldo Madureira, c.1960]


[Alberto Carlos Lima, c.1909]


Anteriormente designado de Liceu Nacional de Lisboa (desde 1902), funcionava no Palácio da Regaleira, Largo de S. Domingos. Não disponha de muitas condições, não tinha laboratórios, nem recreio apropriado.

Em 1907 foi autorizada a aquisição de um terreno para a construção de um edifício de raiz e compra do respectivo mobiliário. No início de 1908 iniciaram-se as obras, que vêm a acabar 21 meses depois, nos finais de 1909. (...) A 9 de Setembro de 1908, a designação muda oficialmente para Lyceu de Camões. O Liceu foi construído no Largo do Matadouro Municipal (posteriormente Praça José Fontana [São Jorge de Arroios]), sob fortes críticas, devido à nova arquitectura e por ser de difícil acesso e distante para os alunos. No entanto, este possuía umas óptimas condições pedagógicas, uma cantina e uma associação de estudantes. Era o único Liceu em Portugal que disponha de um conjunto de infra-estruturas associadas à pratica do exercício físico (natação, ginástica e banhos).

Posteriormente, em 1927 foram construídos dois pavilhões destinados a gabinetes de física e química.
Em 1936, com o Estado Novo a associação de estudantes foi extinta e as suas actividades integradas na Mocidade Portuguesa. (...)
Até 1935, o liceu era misto. Depois, aceita somente estudantes do sexo masculino. Finalmente, em 1947 é reintroduzido o regime de classes mistas.

No final da década de 1950, o liceu conhece um momento de expansão com a abertura de duas secções: a de Alvalade (1957/58), actual Escola Secundária Padre António Vieira; e a do Areeiro (1958/59), hoje a Escola E.B. 2,3 Luís de Camões.


Fonte: Guia da Cidade
Sara Domingos.

Aqueduto das Águas Livres.

[Paulo Guedes]



[Paulo Guedes]




O Aqueduto das Águas Livres foi mandado construir pelo Rei D. João V, a fim de fornecer água a Lisboa, de acordo com o projecto de Manuel da Maia. (...) Abasteceu a cidade de Lisboa desde 1748. Com 14 Km de extensão desde a nascente principal e diversos aquedutos subsidiários e de distribuição, com um total de 58 Km, (...) provia diversos chafarizes na cidade.
O Aqueduto possui, na sua parte mais monumental, um conjunto de 35 arcos, de autoria de Custódio Vieira, sobre o Vale de Alcântara, onde se destaca o maior arco em pedra de vão do mundo, com 65 m de altura e 32 m de abertura. As águas chegavam a Lisboa ao Reservatório da Mãe de Água das Amoreiras, construído entre 1746 e 1834, segundo planos de Carlos Mardel, a quem se deve, entre outras obras, também o arco triunfal que celebra a obra de D. João V. Integram actualmente o Museu da Água da EPAL.

Fonte: Guia da Cidade
Sara Domingos.

Capela de Santo Cristo.


[Arnaldo Madureira, 1961]


Situada em Belém, a Capela de Santo Cristo, ou do Senhor Santo Cristo, foi iniciada em 1517, integrando então o conjunto do Mosteiro dos Jerónimos. De estilo manuelino, é atribuída a João de Castilho. Destaca-se, no seu interior, o conjunto de azulejaria dos séculos XVI e XVII.
A capela era parte de um trio, que havia sido construído tendo em vista o retiro e meditação dos monges do mosteiro. As restantes duas são dedicadas a São Jerónimo e Santa Maria Madalena. Hoje não há qualquer vestígio da última, em ruínas já no século XVIII.
É classificada como Imóvel de Interesse Público desde 1967, situando-se, actualmente, junto ao estádio do clube de futebol Os Belenenses.
Sara Domingos.